Bárbara Marques poderá manter o protagonismo como vice?

Vice-prefeita de Marituba, Bárbara Marques

Segundo o teatro grego clássico, o papel de protagonista, não é para qualquer um, nesse efeito segue a saga da vice-prefeita de Marituba, onde meses atrás foi presa pela Polícia Federal e, posteriormente solta, na Operação Expertise. Suas cláusulas de barreiras em função do HC à sua soltura caíram de acordo com a liminar concedida ao deputado estadual Chicão, porém, a cena na garagem da Alepa, os maritubenses não esquecem e os questionamentos sobre esse esquema de corrupção partido, conforme a PF, do gabinete do presidente da Casa, traz dúvidas com relação o que poderia acontecer se a vice-prefeita viesse assumir o cargo de prefeita. Em todo o desmembramento dessa situação, o caso de Bárbara Marques com uma sacolinha da Arezzo, após chegada à garagem da Assembleia legislativa do Estado do Pará, onde estava o homem, segundo as investigações da PF, que conduziu o esquema de corrupção envolvendo a presidência do Parlamento do Estado e a prefeitura de Marituba, exclusivamente a secretaria de Educação, é algo bem mais escandaloso dos que já ocorreram de atos de corrupção em Marituba, no qual, não se teve nem o cuidado de se praticar ocultamente, tudo muito às claras e sem pudor.

Com a batalha da prefeita de Marituba dentro do MDB para concorrer à câmara federal, a expectativa, após a liminar do deputado Chicão, era que a vice viesse assumir o posto da prefeita, porém, os últimos episódios administrativos e políticos em Marituba e Mãe do Rio, que ultrapassam cenas políticas e vão além, até ao adultério conjugal, começam a pôr em xeque a renúncia e candidatura de Patrícia em 2026. Acoplado a isso está o imbróglio jurídico envolvendo o principal articulador e defensor da maneira de Patrícia Alencar e Bárbara Marques de fazerem política, o presidente da Alepa, o deputado estadual Chicão, pois para a validade se sua liminar precisa estar com um mandato para não ser alcançado por uma instância abaixo que o seu cargo protagoniza.

Se a prefeita de Marituba, numa eventual conjuntura vier a recuar, tudo fica como está dentro do MDB, todos continuarão a cantarem o jingle do partido conforme a batuta ou o samba no pé da prefeita, que pode ficar no cargo e não ir além, assim como os demais de seu partido no município.

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